quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Punta del Este

Já tive a felicidade de estar nessa cidade em duas ocasiões. A primeira vez ainda durante o ensino fundamental, com a turma da escola em 2008, e a segunda oportunidade foi no ultimo verão, na companhia de meus colegas do curso de Arquitetura e Urbanismo da URI. A cidade é maravilhosa, não há como negar. A única parte amarga é o preço, tudo muito. Mas nada que o faro de um estudante não resolva, encontramos algumas e pizzarias que deixaram tudo mais fácil.

O primeiro exemplar arquitetônico que visitamos na cidade, na viagem do ultimo verão foi o conjunto de apartamentos Terrazas de Manatiales, do arquiteto Justo Solsona- o que na verdade não é uma informação exata, já que na viagem não foi dito ou não tomei nota e não encontro muito conteúdo na internet.



                Então fomos conhecer o cartão-postal da cidade, os dedos da Praia Brava. O Monumento al Ahogado, mais conhecido como Monumento dos Dedos está na cidade desde o verão de 1982, e faz parte do acervo do artista plástico chileno Mario Irarrázabel. Ele precisou de apenas seis dias para executar o projeto e tornar-se parte da paisagem do balneário. E uma curiosidade: existem outras mãos espalhadas por outros lugares do mundo.


                E por fim, mas não menos importante vou destacar um exemplar que na realidade não fica em Punta del Este, e sim em Punta Ballena. A Casapueblo, uma mistura de artes plástica com arquitetura que gerou um exemplar singular que faz de Carlos Páez Vilaró um gênio. Conhecida também como “Escultura para Habitar”, a residência e ateliê do artista foram feitas por ele mesmo e seus ajudantes, a obra começou a ser feita em 1958, com uma pequeno cômodo feito de latas. Hoje, além da casa do escultor o local abriga um museu, restaurante, hotel e também uma homenagem a seu filho Carlos Miguel, sobrevivente  de um acidente aéreo em que dezesseis uruguaios sobreviveram nos Andes.


                Vilaró é um artista que cria pela emoção e quer desperta-la, enche de signos cada detalhe e traz a tona sentimentos algumas vezes esquecidos. Era muito comum encontrar o próprio Carlos por lá, distribuindo autógrafos e conversando com os visitantes. Infelizmente ele faleceu em fevereiro deste ano. Ele era um apaixonado pelo Sol, assim como eu. E dizem que o melhor horário para visitar a Casapueblo é ao entardecer, o pôr-do-Sol visto de lá é  um espetáculo à parte.


Infelizmente nas duas vezes que estive no Uruguai não pude conhecer a parte interior da obra, então fica registrado que preciso de mais uma viagem para conhecer por completo esta obra-prima!


Até a próxima! 



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