Já tive a felicidade de estar
nessa cidade em duas ocasiões. A primeira vez ainda durante o ensino
fundamental, com a turma da escola em 2008, e a segunda oportunidade foi no
ultimo verão, na companhia de meus colegas do curso de Arquitetura e Urbanismo da
URI. A cidade é maravilhosa, não há como negar. A única parte amarga é o preço,
tudo muito. Mas nada que o faro de um estudante não resolva, encontramos
algumas e pizzarias que deixaram tudo mais fácil.
O primeiro exemplar arquitetônico
que visitamos na cidade, na viagem do ultimo verão foi o conjunto de
apartamentos Terrazas de Manatiales, do
arquiteto Justo Solsona- o que na verdade não é uma informação exata, já que na
viagem não foi dito ou não tomei nota e não encontro muito conteúdo na
internet.
Então
fomos conhecer o cartão-postal da cidade, os dedos da Praia Brava. O Monumento
al Ahogado, mais conhecido como
Monumento dos Dedos está na cidade desde o verão de 1982, e faz parte do acervo
do artista plástico chileno Mario Irarrázabel. Ele precisou de apenas seis dias
para executar o projeto e tornar-se parte da paisagem do balneário. E uma
curiosidade: existem outras mãos espalhadas por outros lugares do mundo.
E por
fim, mas não menos importante vou destacar um exemplar que na realidade não
fica em Punta del Este, e sim em Punta Ballena. A Casapueblo, uma mistura de
artes plástica com arquitetura que gerou um exemplar singular que faz de Carlos
Páez Vilaró um gênio. Conhecida também como “Escultura para Habitar”, a residência
e ateliê do artista foram feitas por ele mesmo e seus ajudantes, a obra começou
a ser feita em 1958, com uma pequeno cômodo feito de latas. Hoje, além da casa
do escultor o local abriga um museu, restaurante, hotel e também uma homenagem
a seu filho Carlos Miguel, sobrevivente
de um acidente aéreo em que dezesseis uruguaios sobreviveram nos Andes.
Vilaró
é um artista que cria pela emoção e quer desperta-la, enche de signos cada
detalhe e traz a tona sentimentos algumas vezes esquecidos. Era muito comum
encontrar o próprio Carlos por lá, distribuindo autógrafos e conversando com os
visitantes. Infelizmente ele faleceu em fevereiro deste ano. Ele era um
apaixonado pelo Sol, assim como eu. E dizem que o melhor horário para visitar a
Casapueblo é ao entardecer, o pôr-do-Sol visto de lá é um espetáculo à parte.
Infelizmente nas duas vezes que
estive no Uruguai não pude conhecer a parte interior da obra, então fica
registrado que preciso de mais uma viagem para conhecer por completo esta
obra-prima!
Até a próxima!